quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Vidas secas - MARTHA MEDEIROS
ZERO HORA - 07/12/11

Não é Graciliano Ramos, não é sobre o sertão, mas o filme francês O Garoto da Bicicleta também tem na aridez a sua força. Nada é úmido, nada é aguado, nada transborda no filme dos irmãos Jean Pierre e Luc Dardenne.
O garoto Cyrill, interpretado magnificamente pelo ator Thomas Doret, corre ou pedala em quase todas as cenas. Corre atrás de um pai que não o ama, corre atrás de uma infância que lhe foi interditada, corre atrás de promessas de afeto, corre atrás de si mesmo sem nem saber por onde começar a procurar-se.
Em cerca de 90 minutos de projeção, ele dá apenas dois meios sorrisos, o que equivale a um só, e contido. No resto do tempo, carranca, seriedade, perplexidade com um mundo que lhe virou as costas. Só quando enfim aceita a ideia de que tem um pai imprestável que nunca lhe dará os cuidados e o amor necessários, é que percebe que existe um anjo a seu lado.
O mais curioso no filme é o comportamento desse anjo: uma cabeleireira bonitona que poderia estar tocando sua vida sem nenhuma responsabilidade maior a não ser trabalhar e namorar, mas que se compromete a cuidar de um guri surgido do nada, que nem parente é. Por que ela topa abrir mão da sua tranquilidade para ser guardiã de um menino-problema?
Porque sim. Só por isso.
Poderia ser uma história sentimentaloide, mas não há meio segundo de sentimentalismo no filme. Muito estranho. Não estamos acostumados com essa escassez de drama, ao menos não aqui, abaixo da linha do Equador, onde vivemos tudo entre lágrimas e sangue, amores e ódios líquidos.
O filme mostra um menino de prováveis 11 anos, talvez 12, não mais que 13, levando todas as bordoadas que a vida pode lhe dar e mais algumas, e uma moça segurando a barra dele como se fosse uma questão de destino apenas, e não de uma escolha. Ninguém chora, ninguém berra, ninguém reclama, ninguém se exalta. E nessa economia de demonstração externa dos sentimentos, saltam no filme as dores silenciosas.
Elas. As dores silenciosas. As mais contundentes.
 
É um filme amparado por dois personagens extremamente raçudos.
 

E eu fico me perguntando: quantos raçudos há entre nós?
Quantas crianças que
tiveram amor sonegado, que levaram essa recusa de afeto como se fosse uma pedrada na cabeça, que se deixaram cair pelo desânimo, cansaço e frustração, mas que tiveram que levantar, mesmo alquebrados, e seguir vivendo do jeito que era possível?
A maior sacanagem do mundo é não dar amor a quem não espera outra coisa.
Um filho não espera outra coisa dos pais.
A maior bênção do mundo é receber amor de quem a gente menos espera.
E esse amor pode vir de qualquer um.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quando seus olhos sorriem
o sangue colore meu rosto
derreto
pingos me fincam no chão
as pernas tremulam
de incompreensível temor.
Quando seus olhos sorriem
enovela-me os mil fios
das palavras.
Quando seus olhos sorriem
inunda-me estranha
felicidade.
Quando seus olhos sorriem...
(do blog "ENTREMEIOS")

PAZ EM CASA

...e em qualquer casa onde entrardes, dizei antes:
“paz seja nesta casa” – Jesus (Lucas 10:5)

Compras na terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.
Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranqüilidade de espírito.
Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa: "paz seja nesta casa".
A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.
No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.
Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.
Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.
Recebe a refeição por bênção divina.
Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.
Não movas objetos, de arranco.
Foge à gritaria inconveniente.
Atende ao culto da gentileza.
Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime.
Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.
Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.
Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz domundo parte de nós.
Palavras de Vida Eterna/Emmanuel
Imagem: Google Imagens

"É exatamente disso que a vida é feita, de MOMENTOS.
Momentos que TEMOS que passar, sendo bons ou ruins, para o nosso próprio aprendizado.
Nunca esquecendo do mais importante:
Nada nessa vida é por acaso. 
Absolutamente nada. Por isso, temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível. 
A vida nem sempre segue a nossa vontade, mas ela é
perfeita naquilo que tem que ser.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


Tenha mais carinho por você.
Agradeça e celebre os dons que a vida lhe deu,
valorize seus melhores traços de caráter, sua espontaneidade.
Não se compare com os outros, pois cada um tem seu caminho.
Tenha a certeza de que você está cumprindo sua missão no mundo.
(Maria do Carmo Vasconcellos)
"É que quando dói demais a gente não acredita que um dia a dor passa, mesmo que todo mundo fale. Mas passa. De verdade. É que a vida tem mesmo dessas voltas e acreditar nas pessoas e nas suas boas intenções ainda vale a pena. 
Porque simplesmente ainda existem pessoas que acreditam como você."  (Vanessa Leonardi)